O Sentido e o Sentir

Mais dias se passaram desde minha ultima postagem de fato no blog, muita coisa passou, muitos sentimentos voaram de um lugar ao outro. Tudo seguiu seu rumo como deveria ser.

Passei dias pensando no que escrever, um certo hábito interessante que normalmente morre no stress do meu emprego profano. Ossos do oficio é o que dizem.
Apesar de lutar contra o fato, ou ao menos da denominação, sou um artista, e como tal preciso de inspiração, motivação ou qualquer coisa que valha a pena criar, que me faça sentir aquela velha coceira nos dedos, e o sentimento irrefreável de buscar a lapiseira, o teclado, o teto do quarto para onde fogem os olhares deitado esperando o sono dominar o corpo. Impossivel registrar tudo, as vezes até impossivel de pensar em tudo o que vem à mente. Todo excesso passa.
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Identidades e Máscaras

Postagem Original em A Valsa das Flores Mortas

É incrível ver o tempo passar, ver que tanto se passou e na verdade não aconteceu nada. Ou quase nada.

Dificil dar a cara a tapa, quando quem bate é seu espelho, refletindo as rugas incomodas, mas nunca inesperadas.

Já não sirvo para especular o que os atuais adolescentes pensam, meus 15 anos já passaram e mesmo lá eu já não os entendia. Triste o fim, quando o fim é o que sobra. Por que essa busca insensata em procurar um fim, algo que termine com o que se pensa, se faz, se sofre, quando não se aprendeu nem mesmo a começar? Nada do que se conquista é fixo, se quando o sucesso ocorre e já não é mais o suficiente. Essa eterna busca, essa velocidade em se mudar, em se sentir, em querer viver, burlar as regras, sem nem se importar com quais delas, apenas pelo prazer de “perverter a ordem e os bons costumes”. E no final essa birra, essa busca pobre por reconhecimento não passa de uma reação química em um corpo que nem desenvolvido está. A lei te coibe, afinal nem idade você tem. A biologia te reprime, afinal nem adulto você é. A psicologia te restringe, afinal nem maduro se é, ainda.
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