Os Três Iniciados – parte 3

Mabel Collins (Saint Peter Port, Guernsey, 9 de setembro de 1851 — Gloucester, 31 de março de 1927), foi uma mística britânica, conhecida sorbe suas obras sobre místicismo e dezenas de romances. Fez parte da Sociedade Teosófica, foi amiga e aprendiz de Helena Blavatsy.

Collins se formou jornalista e trabalhava como romancista. Era amiga e apoiadora de Blavatsky, sendo sua a casa onde esta morou durante algum tempo. Durante a 1ª Guerra Mundial escreveu o livro intitulado The Crucible (1915),  que ajudou a promover acontecimentos estranhos na Frente Ocidental. Ela citou um jovem oficial, dizendo: “Eu tinha as alucinações mais incríveis quando marchava à noite, então eu dormia, eu acho que todo mundo estava confuso sobre a estrada e ver as coisas… Eu vi todos os tipos de coisas, homens enormes.caminhando em minha direção e luzes e cadeiras e outras coisas na estrada”.  Continuar lendo

Os Três Iniciados – parte 2

Segue então a biografia relativa do segundo dos três iniciados, autores do livro O Caibalion:

Paul Foster Case ( 3 de Outubro de 1884 – 2 de Março de 1954), foi um ocultista americano do início do século XX, autor de vários livros sobre tarot e qabalah. Talvez suas maiores contribuições para o campo do ocultismo foram as lições que escreveu para os membros do B.O.T.A. (Builders of the Adytum – Construtores do Santuário). O conhecimento dado aos membros iniciados nos capítulos do B.O.T.A. são igualmetne profundos, embora a distribuição limitada o fez menos conhecido. Continuar lendo

A Cruz – parte 4

Na Ásia, se o simbolismo da cruz não tem a mesma riqueza mística que no mundo cristão, não deixa de ter relevância. Não seria o caso de estudar algumas linhas um  simbolismo tão vasto quanto o da cruz, ao qual Guénon consagrou um volume inteiro. Tal simbolismo repousa essencialmente sobre o fato de que a cruz é constituida pelo cruzamento de eixos direcionais, que se podem considerar de diversas maneiras, seja neles mesmos, seja no seu cruzamento central, seja na irradiação centrífuga. O eixo vertical pode figurar ainda a atividade do Céu ou de Purusha; o eixo horizontal, a superfície das águas, sobre a qual ela se exerce, e que corresponde à Prakiti, a substância universal passiva. Os dois eixos são, ainda, os dos solstícios e equinócios, ou o encontro desses com o eixo dos pólos. Obteríamos, então, uma cruz em três dimensões, que determina as seis direções do espaço. Continuar lendo

Vlad Dracula – parte 2

No início de seu reino, provavelmente na primavera de 1459, Vlad cometeu seu primeiro ato importante de vingança. No domingo de Páscoa, após um dia de festa, deteve as familias dos boiardos, que ele mantinha como responsáveis pela morte de seu pai e de seu irmão. Os mais velhos foram simplesmente empalados ao lado dos muros do palácio. Forçou o restante a marchar da capital Trigoviste para a cidade de Poenari, onde, durante o verão, na mais humilhante das circunstâncias, foram forçados a construir seu novo posto avançado ao lado do Rio Arges. Esse castelo seria mais tarde identificado como o Castelo de Drácula. As ações de Drácula visando destruir o poder dos boiardos era parte de sua política de criar um Estado moderno e centralizado no que hoje é a Romênia. Entregou as propriedades e posições dos falecidos boiardos às pessoas que foram leais apenas a ele. Continuar lendo

Os Três Iniciados – parte 1

Inicio aqui uma série de postagens sobre Hermetismo, seus princípios e correlações, e nada melhor para isso do que começar falando sobre a figura dos 3 Iniciados, intitulados autores d‘O Caibalion, livro que contém a essência dos princípios herméticos tal como são conhecidos hoje.

Os 3 Iniciados eram, em verdade, 3 grandes estudiosos que se reuniram para perpetuar o conhecimento dos sábios do passado sob a luz dos novos tempos, trazendo assim para o público o conhecimento de forma mais acessível, em um único e relativamente pequeno livro, síntese de velhos tomos e preceitos que tem sua origem na aurora dos tempos. A cada semana apresentarei uma breve biografia de cada um desses Iniciados, algumas peculiaridades, sua relação e posição na história do ocultismo ocidental. Continuar lendo

Vlad Dracula – parte 1

Vlad III (1431? – 1476), o Empalador (Tepes) foia  figura histórica na qual Bram Stoker baseou o papel-título de seu romance Dracula. Stoker indicou seu conhecimento de Vlad pelas palavras do Dr. Abraham Van Helsing:

Ao que tudo indica, ele foi aquele príncipe voivoda chamado Drácula, que conquistou renome cobatendo os turcos próximo aos grandes rios da fronteira da Turquia. Se isso for verdade, então ele não é um homem comum; pois naquele tempo e durante séculos, falava-se dele como o mais inteligente e o mais astuto, assim como o mais bravo dos filhos das “terras além da floresta”. Aquele poderoso cérebro e aquela resoluçãod e ferro foram com ele para o túmulo e ainda estão alinhadas contra nós. Os Dráculas eram, diz Arminius, uma grande e nobre raça, embora vez por outra houvesse suspeitas que foram mantidos por seus conterrâneos, de terem negócios com O Maligno. Aprenderam seus segredod no Scholomance, entre as montanhas do Lago Hermanstadt, onde o diabo reivindica o décumo aluno como seu. Nos registros estão palavras como “Stregoiaca” – feiticeira; “ordol” e “rokog” – Satã e Inferno; e em um manuscrito Drácula é tido como um “wampyr”, que nós compreendemos bem.

Stoker aqui combinou possíveis referências ao Vlad histórico, uma tradição folclorica que via o vampirismo como enraizado nas ações do diabo, e o termo moderno vampiro. Continuar lendo

A Cruz – Parte 3

Nas tradições judaicas e cristãs, o símbolo crucífero pertence aos ritos primitivos de iniciação. A cruz cristã é anunciada por figuras do Antigo Testamento, como os montantes e barrotes das casas dos judeus, marcados com o sangtue do cordeiro sob um signo cruciforme; cordeiro assado sobre duas achas apresentadas em forma de cruz.

A cruz recapitula a criação, tem um sentido cósmico. é por isso que Ireneu pode escrever, falando do Cristo, e da sua crucificação: Ele veio sob uma forma visível para junto do que lhe pertence, e ele se fez carne e foi pregado na cruz de modo a resumir em si o Universo (Adverssu haereses, 5, 18, 3).

A cruz se torna, assim, o pólo do mundo, como afirma Cirilo de Jerusalém: Deus abriu as suas mãos sobre a cruz para abraçar os limites do Ecúmeno, e por isso o monte Gólgota é o pólo do mundo (Catechesis, 13, 28). Gregório de Nissa falará da cruz enquanto sinal cósmico (Oratio de resurrectione). Lactâncio escreve: Deus, no seu sofrimento, abriu os braços e abraçou o círculo da terra (Divinae Institutiones, 4, 26, 36). Os autores da Idade Média retomaram o tema da cruz cósmica, que Agostinho valoriza em De Genesi ad Litteram, 8, 4-5. Continuar lendo