Hiato e Explicações

Saudações caros Companheiros de Jornada, Irmãos na Senda e Buscadores em Geral.

Estas duas ultimas semanas foram complexas em todos os sentidos. Desde ficar doente, não ter material préviamente agendado e pequenos problemas de ordem prática, até o relapso hiato com as publicações que vinham tão bem. Deixo aqui meu pedido de desculpas e minhas parcas explicações.

Volto com a publicação de um texto que à muito uso como motivação, eu e tantos outros Companheiros que tiveram contato com esse texto, (amanhã sai o texto na integra) seja no material do CIH ou no blog do próprio Frater Amduscias, que aliás, indico totalmente a leitura.

O caminho do adepto, principalmente do aspirante aos segredos ocultos, aquele que ainda não cruzou os umbrais do templo, ou que ainda está em seus primeiros passos no caminho do oculto, tudo é muito novo, tudo é muito impressionante e pouco se tem de firmeza nos passos, mutias são as dúvidas e o caminho é, de todo, solitário.

É difícil encontrar motivação, ainda mais ao se sentir sozinho em meio a tantas buscas, tantas dúvidas e a impressão de pouco feito é fato presente. Andar sozinho é assustador, pra dizer o mínimo. Todos temos que passar por isso um dia, e os que passaram lembram com saudosa melancolia de como havia tanto entusiasmo, mas pouco poder prático.

Este é de fato um período de muito aprendizado, mesmo que pouco comparado aos mistérios do templo, e até parecer um tanto tolos perante as verdades sublimes. Mas é uma fase, e como tal ela passa. Cabe buscar em si a força necessária, força essa que existe e muitas vezes não é vista. Esta solidão é parte do caminho, pois é apenas em si mesmo que se encontram essas  verdades, é só com a prática, e seus efeitos é que se põe a prova a teoria.

Eu insisto, e avanço a passos lentos, as vezes trôpegos, mas avanço com o máximo de firmeza, pois sei que terá alguém na ordem que zela por meu caminho. Estes guardiões aparecem de diversas formas, e mesmo as vezes, quando não se mostram prontamente, sabe-se que estão ali, cuidando para que não se tropece para fora do caminho.

Mesmo em um caminho igualmente solitário é como vejo meu papel de Saú do CIH. É dito que o papel do Saú é a manutenção da egrégora da ordem, e proteger o caminho dos aspirantes (Saú eram os guardiões que garantiam a segurança na travessia do deserto, oferecendo proteção, a distância ou pessoalmente, para que o caminho seja percorrido sem problemas). Muitas são as dúvidas que possuo, e muito trabalho há pela frente, mas sei que para estar aqui, ao alcançar este grau em minha jornada, o conhecimento foi posto a prova, e considerado apto a avançar.

É hora de mostrar que essa escolha não foi em vão.

Volto com a consciência de que sempre haverão percalços, e que tudo pode acontecer no caminho da Senda, e que as Ordálias sempre virão das mais diversas formas. Deixo os votos de que sejamos como o bambú, que se curva à tempestade, que não luta, e ao melhorar o tempo, se ergue maior e mais forte.

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