Vlad Dracula – parte 1

Vlad III (1431? – 1476), o Empalador (Tepes) foia  figura histórica na qual Bram Stoker baseou o papel-título de seu romance Dracula. Stoker indicou seu conhecimento de Vlad pelas palavras do Dr. Abraham Van Helsing:

Ao que tudo indica, ele foi aquele príncipe voivoda chamado Drácula, que conquistou renome cobatendo os turcos próximo aos grandes rios da fronteira da Turquia. Se isso for verdade, então ele não é um homem comum; pois naquele tempo e durante séculos, falava-se dele como o mais inteligente e o mais astuto, assim como o mais bravo dos filhos das “terras além da floresta”. Aquele poderoso cérebro e aquela resoluçãod e ferro foram com ele para o túmulo e ainda estão alinhadas contra nós. Os Dráculas eram, diz Arminius, uma grande e nobre raça, embora vez por outra houvesse suspeitas que foram mantidos por seus conterrâneos, de terem negócios com O Maligno. Aprenderam seus segredod no Scholomance, entre as montanhas do Lago Hermanstadt, onde o diabo reivindica o décumo aluno como seu. Nos registros estão palavras como “Stregoiaca” – feiticeira; “ordol” e “rokog” – Satã e Inferno; e em um manuscrito Drácula é tido como um “wampyr”, que nós compreendemos bem.

Stoker aqui combinou possíveis referências ao Vlad histórico, uma tradição folclorica que via o vampirismo como enraizado nas ações do diabo, e o termo moderno vampiro.

O recente interesse por Drácula tem produzido entre os pesquisadores o desejo de conhecer mais sobre a figura histórica por trás do personagem ficcional. Uma importânte abertura se deu em 1972 com a publicação do livro In Search of Dracula, as descobertas iniciais dos historiadores Raymon T. McNally e Radu Florescu que reuniram os documentos básucos contemporâneos relativos ao príncipe romeno Vlad e visitaram o antigo territórioo de Vlad para investigar sua carreira. No ano seguinte, surgiu o ainda mais definitivo Dracula: a Biography of Vlad the Impaler, 1431 – 1476, também de autoria de McNally e Florescu. esses livros fizeram a carreira desse obscuro regente romeno, que na realidade exerceu autoridade por um período relativametne curto de tempo, como parte integral do moderno mito de Drácula.

O nome Drácula foi apliaco a Vlad em seu tempo de vida. Derivava da palavra romena drac, que poderia ser interpretada como “diabo” ou “dragão”. O pai de Vlad tinha ingressado na Ordem do Dragão, uma irmandade cristã dedicada a lutar contra os turcos, em 1431, logo após o nascimento de Vlad. O juramento da ordem exigia, entre outras coisas, que se usasse um emblema em todas as ocasiões. O nome Drácula significa “filho de Dracul”, ou “filho dos dragões” ou “do Diabo”.

A data exata do nascimento de Vlad, mais tarde chamado de Vlad, o Empalador é desconhecida, mas foi provavelmente por volta de 1430. Nasceu em Schaaburg (também conhecida como Sighisoara), uma cidade da Transilvânia. Logo depoisde seu nascimento, em 1431, seu pai, também chamado Vlad, viajou para Nuremberg, na Alemanha, onde foi investido com o emblema da Ordem do Dragão. O juramento acompanhando essa função dedicava a familia ao combate contra os turcos, que tinham começado um ataque sobre a Europa que finalmente os levaria aos portões de Viena. Vlad era candidato ao trono da Wallachia, aquela parte da atual Romênia que fica ao sul dos Alpes transilvanianos. Conseguiu assegurar o trono para seu meio-irmão em 1436.

Dois anos mais tarde, Vlad Dracul fez uma aliança com os turcos que exigia o envio de dois de seus vilhos, Mircea e Vlad, ao sultão para uma invasão da Transilvânia. Duvidando da lealdade de Vlad Dracul, o sultão fez com que Dracul fosse à sua presença e o aprisionou. Não obstante, Dracul reafirmou sua lealdade e fez com que Vlad (Dracul tinha dois filhos chamados Vlad, nascidos de mães diferentes) e Radu permanecessem com o sultão como garantia de seu pacto. Foram colocados em prisão domiciliar em Egrigoz. O período de aprisionamento afetou Vlad profundamente. Por um lado, aproveitou a oportunidade para aprender o idioma turco e os costumes do país. Mas seu tratamento enraizou o cinismo tão evidente em sua abordagem da vida e infundiu nele uma atitude maquiavélica para com os assuntos de política. Suas experiências anteriores também parecem ter incutido em sua personalidade o desejo de vingança de todos os que lhe haviam feito mal.

Em dezembro de 1447 seu pai foi assassinado, e seu irmão mais velho, Mircea, queimado vivo por ordem do governador húngaro John Hunyadi (também conhecido como Ioande Hunedoara) com a ajuda dos boiardos, a elite governante da Wallachia. A morte de Mircea fez de Vlad o sucessor, mas com o apoio de Hunyadi, Vladslav II, membro de outro ramo da família, assumiu o trono da Wallachia. Vlad tentou reivindicar o trono em 1448, mas seu reino durou apenas dois meses antes de ser forçado a fugir para o reino vizinho da Moldávia. Em 1451, enquanto estava em Suceava, a capital da Moldávia, o governante foi assassinado. Seja pelo que fosse, Vlad foi à Transilvânia e se colocou a mercê de Hunyadi, a própria pessoa que tinha ordenado o assassinato de seu pai.

A aliança entre Hunyadi e Vlad talvez tenha sido possível pela adoção, por parte de Vladislav II, de uma política pró-turca que alienava Hunyadi. Vlad lutou ao seu lado, que no final reconheceu a reivindicação de Vlad elo trono da Wallachia.

Hunyadi morreu em 11 de agosto de 1456 durante a peste que assolou Belgrado. Imediatamente após esse evento, Vlad saiu da Transilvânia para ir à Wallachia. Derrotou Vladislav II e em 20 de agosto alcançou o príncipe fugitivo e o matou. Vlad iniciou então seu reinado de seis anos, durante o qual sua reputação foi estabelecida. Em setembro fez um juramento formal ao Rei Ladislaus V da Hungria e poucos dias depois um juramento de submissão ao sultão turco.

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